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Formação em Voleibol em Portugal e no Brasil



A Formação de hoje, no futuro do voleibol nacional...português

Nunca é demais revisarmos alguns conceitos, ainda mais quando nos preocupamos em modernizar métodos de ensino e a nossa compreensão de mundo e ética nos esportes. Nossas crianças merecem muito mais do que está a acontecer.

 

1 - Publicado no Procrie sob o título "O Quê um Técnico pode Ensinar a um Professor? (revisto)"

por Jorge Antunes: 15/out./2008

Este é mais um tema para reflexão, tendo por base os dados sobre as equipas femininas e masculinas que divulgamos hoje no nosso site sovolei. Contamos com a colaboração de toda a comunidade Sovolei.

Comentários - por Joaquim Teixeira: 15/out./2008

Realmente, aqui está um tema que nos deixa pensativos. Pois os números não enganam ninguém e o facto é que mesmo com Gira Volei, ( o Mini Voleibol de Portugal), os números parecem ser de aumento no sector feminino e o masculino em grande descida. O facto é que a prova toda disso já não é só de agora, e as últimas actuações por parte da “nossa” federação não tem trazido nada de bom para os jovens atletas nacionais. E para aqueles que podem ter esquecido, relembro que este ano não houve final do nacional de volei de praia na categoria de juniores e aos qual nunca foi dada uma explicação convincente aos atletas. Mas isto não é nada comparado, com a propaganda que a federação faz e na qual morre ao inicio, pois é muito bonito irmos ás escolas, com alguns atletas de nome, que para a nossa federação, apenas existe o Miguel Maia, enquanto que outros apenas parecem fazer parte de contratos com os quais a federação nunca cumpre, e neste caso chega-se lá com o Miguel, joga-se um pouco, fala-se pro tecto, porque a miudagem esta mais interessada noutra coisa, e depois joga-se um pouco e mais nada. Quando na minha opinião deveria haver incentivos aos clubes, pois estes é que fazem com que além do clube possa crescer, consiga num futuro próximo trazer novos atletas.

Responder a esta mensagem – Até hoje (17/jun./2014) pessoa alguma fez comentário sobre o assunto. Então, resolvi manifestar-me, até para ver como andam as coisas por lá e aproveitar para informá-los como está no Brasil.

Comentários - Por Roberto A. Pimentel, 17/jun./2014

Dificuldades e soluções

Prezado Jorge Antunes, Joaquim Teixeira e demais agentes desportivos adeptos do voleibol, além de professores e professoras em atividades nas escolas ou clubes. Como não tenham se manifestado (os portugueses) á época, entendo que não ocorreram ideias “salvadoras” para sanar o problema. Certamente que uma nova intromissão desse professor estranho será entendida por muitos como mais uma inconveniência em assuntos domésticos que desconhece, incluso como pensa e reage a comunidade lusitana. Mas faço-o movido por um único sentimento: o de contribuir com minha experiência, desapegado de qualquer retorno. Diria, “por elevado estímulo de simpatia e amor”!

Tanto tempo se passou desta colocação acima – foi em outubro de 2008 -, portanto há cinco anos e quatro meses e, se mais uma vez renovarmos o questionamento do Jorge Antunes, o que poderiam dizer sobre a mesma “Formação de agora”. Além dessa, também o português José Curado manifestara seu alerta no Congresso do Desporto (PNFT – O presente e o futuro) em 10/jan./2006, conclamando a todos:

“Desejo que o Congresso, no seu espírito e nos seus vários momentos, não se deixe ‘enredar’ pelos ‘dramas’ e problemas da ‘velha ordem’ desportiva, uma vez que precisamos urgentemente de algo novo para nos preparar para um futuro melhor”. E em sequência: “Não há progresso significativo sem investigação. É preciso acabar com o clima de desconfiança há muito existentes entre os teóricos e os práticos, avançando para projectos de cooperação entre uma Academia verdadeiramente aberta à comunidade e a actividade desenvolvida pelos atletas e treinadores, contribuindo para a resolução dos problemas levantados por esta”.

O que foi realizado, tanto pela Federação Portuguesa de Voleibol (FPV), como por treinadores (e seu Conselho), professores e professoras em seus clubes e escolas? E mais, o que faz o Departamento Técnico em relação aos Cursos de Treinadores? Se nada mudou pode-se depreender que vários fatores deixaram de agir em favor dos métodos de ensino e não simplesmente imputar culpa aos dirigentes esportivos. Enfim, nesses mais de cinco anos teriam estado a repetir as mesmas receitas técnicas que lhes ensinaram nos bancos universitários e nos cursos modelo Fivb? Alguém teria tentado mudar algo?

Reparem que o trabalho em um clube à frente de suas participações em campeonatos, especialmente em se tratando de atletas em Formação, é uma faca de dois gumes, tanto contribui para suas expectativas, quanto prejudica em algumas circunstâncias. Saber desenvolvê-lo com sabedoria é realmente dificílimo e requer muitos anos de experiência. Colocados nesta situação, os maiores prejudicados são os próprios jovens atletas que, em sua esmagadora maioria, são preteridos e dispensados, mesmo aqueles que alcançam a categoria juvenil (em torno dos 18-19 anos de idade). Parece-nos, inclusive, que a relação custo-benefício é contra o próprio clube.

 

Creio que não há melhores interlocutores do que VOCÊS que estão envolvidos diretamente. Apenas ainda não descobriram como FAZER! Isto requer uma ajuda catalisadora que detone o processo de solução. Ou então, acredito que saibam, mas forças ocultas impedem suas iniciativas. Devem ser as que se referem quando dizem que não conheço a realidade portuguesa.

Enquanto isto, além-mar…!

Não pensem que no Brasil é diferente. Talvez seja até pior, mas como cada caso é um caso, não adianta compararmos. Basta que saibam que passamos por uma crise que já se manifesta neste momento proporcionada pela profissionalização do voleibol no país, não tão bem administrada pela CBV e que agora dá sinas de desgaste. E tudo se resume à FORMAÇÃO de novos atletas, o que muitos chamam inconvenientemente de “peças de reposição”. Não se esquecendo de que também nós temos forças ocultas, e até de sobra.

Ocorre que quando dizemos “se resume à Formação”, sabemos que a extensão da frase é bem maior do que os 17 caracteres possam dizer. Por exemplo, a quem cabe “formar” os atletas? Que experiência e que métodos utiliza? Não estariam esses treinadores sujeitos a problemas similares dos técnicos das equipes principais? Quem deve orientá-los? Cremos que essas questões são primordiais no novo contexto que pretendemos. Procurarei resumir em um exemplo prático como pensam nossos professores/treinadores iniciantes e dirigentes.

Técnico ensinando a um professor?

Recebi pela web convite público para indicar técnico para um curso em Macapá, capital do Estado do Amapá, situada na Região Norte do Brasil no denominado escudo das Guianas. Como  se destinava à Formação de professores em escolas, entendi que poderia bem representar o papel e indiquei-me, tendo me apresentado através do blogue (Procrie). Minha surpresa ficou por conta de um dos professores locais exprimir-se afirmando que o melhor seria que fosse o Bernardinho. Embora em tom de brincadeira, achei que representava o que muitos pensam. Então, disse-lhe: Seria bastante motivante para todos vocês terem o Bernardo presente ao curso, todavia não sei se teriam proveito as suas palavras para o que se propuseram, isto é, não creio que ele tenha o conhecimento e experiência necessários para atender às suas necessidades na Formação de estudantes atletas. Por isto, insisto, seria melhor que repensassem sobre seus objetivos. E aí terminou nossa  conversa. Nem o Bernardo nem eu fomos ao Norte. Atualmente, os amapaenses são responsáveis por 302 visitas a este Procrie. Será que estão realmente aprendendo a ensinar? Pelo menos economizaram uma boa fortuna.

Em outra oportunidade, na área da Federação de Voleibol do Rio de Janeiro, fomos surpreendidos com o convite para figurar em um Conselho de Treinadores com o objetivo de incrementar o esporte no Estado. Isto, depois de esgotarem alguns pífios estudos (sic) com indivíduos não capacitados para a tarefa. Foi uma pena declinarmos, pois não vimos consistência alguma em sua administração.

CONCLUSÃO

Após anos de pesquisas, contatos e diligências, decidi pela criação solitária de um blogue para expor ideias no processo educativo que caminhassem segundo um norte orientador, pensando e agindo segundo meu instinto e experiências práticas. Pelos resultados obtidos em quatro anos de atuação, creio que colhi bons frutos, o que me anima a permanecer fiel à Missão que me impus. Neste momento estamos providenciando o 2º PASSO: Cursos Presenciais e a instalação no Rio de Janeiro de um Centro (físico) de Referência para acolher professoras e professores, além de acadêmicos de Educação Física: coorientação, estágio e residência pedagógica.

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