Ginástica Laboral

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Quem Tem Outra Definição ou Conceito Sobre Ginástica Laboral



Cevnautas da Ginástica Laboral,

Certamente os conceitos de Ginástica Laboral desde a edição dos manuais da FNAT (Fundação nacional para a Alegri do Trabalho, de Portugal),  publicados na década de 1960 (consegui a coleção e doei pra biblioteca da FEF Unicamp).

Ao mesmo tempo, os serviços de divulgação da ciência não têm encontrado explicações unânimes e devidamente documentadas por pesquisa. Um artigo bom como esse, da Paraná Online, se fosse no NYT, teria pelo menos uns cinco links direcionando o leitor para as pesquisas que sustentariam a argumentação. 

Alguém tem uma definição diferente, ou pode complementar indicando pesquisas para incluirmos na biblioteca da comunidade?  Laércio

O que é ginástica laboral?  05/03/2014 às 00:00:
Bom dia amigo leitor, hoje estamos aqui para falar a respeito da Ginástica Laboral. Mas você sabe o que é isso?

Ginástica laboral é uma modalidade de atividade física destinada aos trabalhadores para que seja praticada no próprio local de trabalho. Atualmente não somente as grandes empresas, mas também as empresas de pequeno porte tem cada vez mais se atentado para a necessidade de cuidar da qualidade de vida de seus funcionários, pois a maioria dos trabalhadores acorda cedo e volta para a casa já a noite, não sobrando tempo algum para fazer academia ou praticar exercícios físicos. Como consequência, esses funcionários adoecem mais facilmente, além de não se sentirem motivados consigo mesmo e como consequência isso influencia na produtividade também.

Dessa forma as empresas começaram a perceber isso, e foi a princípio denominada “ginástica de pausa para operários”. Surgiu em 1925, na Polônia. Depois foi sendo aderida também em outros locais como a Holanda, a Rússia, a Bulgária, a Alemanha, etc. Em 1928 chegou ao Japão, sendo aplicada nos trabalhadores dos Correios, e após a Segunda Guerra Mundial, espalhou-se por todo o país.

Como resultados, observou-se a diminuição dos acidentes de trabalho, o aumento da produtividade e a melhoria das condições dos trabalhadores. Hoje, mais de 1/3 dos trabalhadores japoneses a praticam diariamente. Aqui no Brasil, cada vez mais empresas tem implementado esse programa, que na sua maioria é desenvolvido por fisioterapeutas ou professores de educação física, que vão até a fabrica ministrar essas pequenas “aulas” para os funcionários.

A ginástica é composta por exercícios físicos, alongamentos, relaxamento muscular e flexibilidade das articulações, e é uma prática coletiva, promovendo a descontração e interação entre os colegas de trabalho. Além disso, ela age psicologicamente, ajudando a aumentar o poder de concentração e motivando-os em sua auto-estima.

Os benefícios dependem diretamente do tipo de trabalho realizado. A maioria dos exercícios tenta diminuir o efeito da solicitação constante a que é submetido um trabalhador, ao executar determinada tarefa, seja ela uma tarefa física ou não.

Por exemplo, trabalhadores em uma linha de montagem de uma fábrica necessitam de exercícios específicos para os grupos musculares utilizados para que não ocorra lesão muscular por superutilização. Já trabalhadores administrativos como digitadores, secretárias, atendentes, precisam corrigir problemas posturais e compensar esforços repetitivos.

Do ponto de vista do empregador, diminuir os problemas de saúde no trabalhador é sinônimo de aumento de produtividade na empresa. Essa afirmativa se verifica de diversas formas, mas os principais pontos notados são a diminuição na ocorrência de faltas ao trabalho por motivos médicos e também a diminuição dos acidentes de trabalho.

Portanto, se você é empresário e possui empregados trabalhando para você, pense na possibilidade de aumentar a qualidade de vida deles, e por consequência melhorar o clima e a produtividade de sua e empresa.

FONTE: http://www.parana-online.com.br/colunistas/364/101523/

Comentários

Por Juliana Falcão de Oliveira Cruz
em 10-03-2014, às 11h33.

Olá,

Muito bom esse texto.

Para tentar contribuir, copio um textinho que escrevi para meus alunos (os colaboradores/ funcionários, etc) de Ginástoca Laboral a um tempinho atrás:

P { margin-bottom: 0.21cm; }

"O que é Ginástica Laboral?

A Ginástica Laboral é a ginástica realizada no próprio local de trabalho com exercícios elaborados para compensar e prevenir os efeitos negativos da jornada de trabalho como: Distúrbios Osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), dores na coluna, desvios de postura, etc.

 

Que exercícios são estes?

Exercícios de manutenção do tônus muscular, alongamento e relaxamento.

 

Com que objetivos as aulas são planejadas?

- Reduzir a fadiga muscular;

- Reeducar a postura corporal;

- Promover a consciência corporal e orgânica;

- Reduzir o absenteísmo e a procura ambulatorial;

- reduzir o número de acidentes de trabalho;

- Aumentar a motivação e a disposição para o trabalho;

- Proporcionar o maior controle do nível de stress e

- Promover a integração social no ambiente de trabalho.

 

 

Benefícios para quem para quem pratica a Ginástica Laboral:

- Melhora da oxigenação sanguínea;

- Redução dos traumas e inflamações;

- Redução da tensão muscular;

- Melhora da mobilidade articular;

- Melhora da postura;

- Melhor relação dos movimentos com a atividade profissional e

- melhora da qualidade de vida."

 

Referências:

Achou Jr, Abdallan. Bases para exercícios de alongamento relacionado com a saúdee no desempenho atlético. Paraná: Edtora Midiogral, 1996.

 

Grandjean, Etienne. 4ª edção. Manual de Ergonomia: adaptado ao trabalho do homem. Porto Alegre: Bookman,1998.

 

 

Por Fabiano Basso dos Santos
em 21-05-2014, às 17h40.

Interessante debate, gostaria de contribuir também. Ministrei três edições da Disciplina "Saúde, Trabalho e Ginástica Laboral" no curso de Bacharelado em Educação Física da UFES, e verifiquei algumas definições:

- conjunto de práticas físicas, elaboradas a partir da atividade profissional exercida durante o expediente, que visa compensar as estruturas mais utilizadas no trabalho e ativar as que não são requeridas, relaxando-as e tonificando-as (LIMA, 2005, p. 07).

-  a prática de exercícios físicos realizados coletivamente durante a jornada de trabalho, prescrito de acordo com a função exercida pelo trabalhador. Essa prática tem como finalidade prevenir doenças ocupacionais e promover o bem-estar individual por intermédio da consciência corporal: conhecendo, respeitando, amando e estimulando o próprio corpo (LIMA et al., 2008)

-  é uma atividade física diária, realizada no local de trabalho, com exercícios de compensação para movimentos repetidos, para ausência de movimentos e para posturas incorretas no local de trabalho (FONTES, 2001)

- Para Dias (1994), a Ginástica Laboral é dividida em: Compensatória (GLC) e a Preparatória (GLP) consistem em exercícios específicos que são realizados no próprio local de trabalho, atuando de forma preventiva e terapêutica. A Ginástica Laboral não sobrecarrega e não leva o funcionário ao cansaço porque é leve e de curta duração. Com isso, espera-se prevenir a fadiga muscular; diminuir o índice de acidentes do trabalho; corrigir vícios posturais; aumentar a disposição do funcionário no início e no retorno do trabalho e prevenir as doenças por traumas cumulativos.

Esse tipo de intervenção teve sua demanda por causa das chamadas LER/DORT (Lesão de Esforço Repetitivo e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). São como transtornos funcionais, transtornos mecânicos e lesões de músculos e/ou de tendões e/ou de fáscias e/ou de nervos e/ou de bolsas articulares e/ou de pontas ósseas nos membros superiores ocasionados pela utilização biomecanicamente incorreta dos membros superiores, que resultam em dor, fadiga, queda da performance no trabalho, incapacidade temporária e, conforme o caso. Segundo Couto (2007, p. 40)

Podem evoluir para uma síndrome dolorosa crônica, nesta fase agravada por todos os fatores psíquicos (inerentes ao trabalho ou não) capazes de reduzir o limiar de sensibilidade dolorosa do indivíduo.

 

A questão da denominação contém aspectos diversos relacionados à abordagem social/política da questão, tendo havido um movimento da Previdência Social em 1998 para evitar o termo LER [Brasil - Portaria 4.062, INSS, 1987], passando a utilizar a sigla DORT. Porém, com as mudanças políticas ocorridas a partir de 2003 no Brasil, a Previdência Social retomou o termo LER, passando a utilizar a denominação dupla LER/DORT (COUTO, 2007, p. 40).

COUTO, Hudson de Araujo; NICOLETTI, Sérgio José; LECH, Osvandre. Gerenciando a LER e os DORT nos tempos atuais. Belo Horizonte: Ergo, 2007.

LIMA, V. Ginástica Laboral: Atividade física no ambiente de trabalho. São Paulo: Phorte, 2005.

 

Porém, a questão que fica:

Será que


"Por exemplo, trabalhadores em uma linha de montagem de uma fábrica necessitam de exercícios específicos para os grupos musculares utilizados para que não ocorra lesão muscular por superutilização. Já trabalhadores administrativos como digitadores, secretárias, atendentes, precisam corrigir problemas posturais e compensar esforços repetitivos."

Essa visão é reducionista, pois é uma concepção mecanicista e materialista do mundo, enraizada na sociedade moderna ocidental e laica e ainda na mentalidade científica fragmentadora. Considero que a GL atua de outras formas, estou escrevendo um artigo sobre uma nova abordagem pedagógica para a GL. Pois, pouco se fala da formação pessoal do Professor de GL. Sendo que é a maior das reclamações por parte das empresas e empregadores... Tá aí um bom debate!

Por Edison Yamazaki
em 22-05-2014, às 09h08.

Atualmente a Ginástica Laboral no Japão é uma "meia-verdade". As empresas continuam aplicando a ginástica mais por questões culturais do que práticas. As grandes indústrias a utilizam mais como forma de agrupar o pessoal antes do verdadeiro trabalho. Após as atividades que não ultrapassam cinco minutos, o chefe da seção troca informações com os operários. Ninguém leva esses exercícios a sério e o pessoal administrativo ignoram completamente. A Ginastica Laboral é hoje apenas uma fantasia, mas é aplicada diariamente.

Os exercícios em sí não movimentos de alongamento, pequenos saltitamentos (quem está de salto não faz), movimentos de rotação do braços, quadris e pescoço. Nos intervalos do expediente não existe nada. Quem estiver precisando alongar ou trabalhar algum grupo muscular faz por conta própria. O pessoal do escritório não fazem nada nunca.

É nítido que para alguns ramos de trabalho essa ginástica não tem efeito algum, talvez nem psicológico. São mais utilizados em indústrias automotivas e fábricas onde o trabalho é pesado, sujo, quente e corrido. Sempre antes de começar o expediente. Ninguém é obrigado a participar, mas todos fingem que participam porque no Japão ainda existe a "lei da igualdade" onde todos precisam fazer tudo juntos e da mesma maneira. Sem dizer que podem ganhar pontos com algum chefe mais nacionalista.

Os traumas por LER e DORT estão entre os principais problemas do pessoal que trabalha nas linhas de montagem e locais onde precisam imitar máquinas. Até na separação de frutas e alguns legumes existem lesões por LER. Nunca ouvi falar ou lí sobre alguma empresa que esteja empenhado em melhorar a saúde dos trabalhadores, sejam eles administrativos ou operários.

No Japão existem 11 montadoras de automóveis, todas nacionais. A maioria só conhece as toyotas, nissans e hondas, mas existem várias outras. Todas elas utilizam mão de obra onde os movimentos causam traumas. As industrias eletrônicas também deixam muitas sequelas nos funcionários. Conheci algumas pessoas que ficaram incapacitadas para o trabalho.

A Ginásitca Laboral pode ser benéfica se for aplicada em algumas etapas do dia e com exercícios específicos para as diversas ramificações dos trabalhos. Atualmente é tudo muito parecido e pouco eficiente.

Por Edison Yamazaki
em 22-05-2014, às 09h08.

Atualmente a Ginástica Laboral no Japão é uma "meia-verdade". As empresas continuam aplicando a ginástica mais por questões culturais do que práticas. As grandes indústrias a utilizam mais como forma de agrupar o pessoal antes do verdadeiro trabalho. Após as atividades que não ultrapassam cinco minutos, o chefe da seção troca informações com os operários. Ninguém leva esses exercícios a sério e o pessoal administrativo ignoram completamente. A Ginastica Laboral é hoje apenas uma fantasia, mas é aplicada diariamente.

Os exercícios em sí não movimentos de alongamento, pequenos saltitamentos (quem está de salto não faz), movimentos de rotação do braços, quadris e pescoço. Nos intervalos do expediente não existe nada. Quem estiver precisando alongar ou trabalhar algum grupo muscular faz por conta própria. O pessoal do escritório não fazem nada nunca.

É nítido que para alguns ramos de trabalho essa ginástica não tem efeito algum, talvez nem psicológico. São mais utilizados em indústrias automotivas e fábricas onde o trabalho é pesado, sujo, quente e corrido. Sempre antes de começar o expediente. Ninguém é obrigado a participar, mas todos fingem que participam porque no Japão ainda existe a "lei da igualdade" onde todos precisam fazer tudo juntos e da mesma maneira. Sem dizer que podem ganhar pontos com algum chefe mais nacionalista.

Os traumas por LER e DORT estão entre os principais problemas do pessoal que trabalha nas linhas de montagem e locais onde precisam imitar máquinas. Até na separação de frutas e alguns legumes existem lesões por LER. Nunca ouvi falar ou lí sobre alguma empresa que esteja empenhado em melhorar a saúde dos trabalhadores, sejam eles administrativos ou operários.

No Japão existem 11 montadoras de automóveis, todas nacionais. A maioria só conhece as toyotas, nissans e hondas, mas existem várias outras. Todas elas utilizam mão de obra onde os movimentos causam traumas. As industrias eletrônicas também deixam muitas sequelas nos funcionários. Conheci algumas pessoas que ficaram incapacitadas para o trabalho.

A Ginásitca Laboral pode ser benéfica se for aplicada em algumas etapas do dia e com exercícios específicos para as diversas ramificações dos trabalhos. Atualmente é tudo muito parecido e pouco eficiente.

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