Vestígios da Ginástica Acrobática na Escola de Educação Física da Polícia Militar de São Paulo: Estudo Histórico Sobre a Primeira Metade do Século XX

Por: E. Toledo, L. B. Q. Lima, L. M. Schiavon, M. T. Ricci e T. D. T. Guioti.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A Escola de Educação Física da Polícia Militar do estado de São Paulo, instituição de ensino centenária e primeira escola de Educação Física (EF) do Brasil, foi oficializada em 1910, como Curso de Esgrima e Ginástica, por influência da primeira missão francesa de instrução militar no Brasil (BOMFIM, 2010). A partir de 1913, o curso passa a ser regulamentado com o nome de Escola de Educação Física. Tal curso tinha como foco capacitar seus integrantes para ministrar aulas de EF, tendo formado instrutores que migraram para diversas localidades do estado e do país, colaborando com a disseminação de conhecimentos acerca da Ginástica e da Esgrima. A Ginástica mostrou-se como campo relevante para a EF no Brasil, sendo muitas vezes confundida com a Educação Física ou utilizada historicamente como sinônimos até próximo da década de 60 do século XX (TOLEDO, 1999). Assim, esta pesquisa histórica e documental, buscou analisar a presença da Ginástica Acrobática (GAC) e suas formas de expressão na primeira metade do século XX, na Escola de Educação Física da Polícia Militar. A fonte primária foi constituída por documentos disponíveis no Museu de Polícia Militar do estado de São Paulo, destacando-se: 1. 122 edições da Revista Militia (revista da Força Pública do Estado de São Paulo - de 1947 a 1971); 2. o "Manual Básico de Campanha da Educação Física - Ginástica Acrobática", de 1948. A Ginástica Acrobática mostrou-se uma prática corporal, com prevalência nos referidos registros, nas décadas de 40 e 50, o que coincide com a data do Manual Básico de Campanha da Educação Física analisado. Ademais, a GAC é retratada, no referido manual, como preparação física militar, mas para além desse objetivo, identificamos nos documentos (principalmente na Revista Milita) que ela também tinha um caráter demonstrativo, em festas cívicas, datas festivas da Escola e da Força Pública, e para a comunidade em geral. Outras nomenclaturas foram encontradas, além de GAC, relacionadas a essa prática, como: Ginástica, Ginástica de Solo, Força Conjugada, Trios de Força e Pirâmides. Identificamos também que algumas poses ou posturas acrobáticas assemelhavam-se às utilizadas em apresentações circenses, o que nos faz refletir sobre as relações entre essas áreas (Ginástica e Circo), e em particular, sobre o caráter "espetacular ou de encantamento" que ambas possuíam para a comunidade (o que de certo modo, favorecia uma empatia do público com a Polícia). Essas foram as contribuições desse estudo para uma possível história da Ginástica Acrobática no Brasil, uma vez que encontramos um manual, em 1948, que em seu título, já utilizava o nome Ginástica Acrobática, algo inédito nos estudos brasileiros sobre a modalidade (Almeida, 1994; Gallardo; Azevedo, 2007; Merida, 2009, 2014), além das já mencionadas, acerca de seus objetivos, nomenclaturas e relações com outras áreas da cultura corporal. 

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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