O Futebol de Mulheres na Mídia: a Cobertura Jornalística da Copa do Mundo de Futebol Feminino FIFA 2019 nos Portais Globoesporte.com e Dibradoras

Por: Eduarda dos Passos Gonçalves.

181 páginas. 2021 14/12/2020

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Resumo

O futebol de mulheres geralmente ocupa um lugar de sub-representação na mídia esportiva, recebendo visibilidade em momentos de grandes eventos. A Copa do Mundo de Futebol Feminino FIFA 2019 teve ampla divulgação na mídia e a maior rede de televisão do Brasil - a rede Globo ? transmitiu pela primeira vez todos os jogos da seleção brasileira ao vivo no canal aberto. Com o intuito de melhor compreender como foi construída a cobertura jornalística da Copa do Mundo de Futebol Feminino da França 2019 (Copa 2019), pesquisamos os constructos noticiosos sobre o evento, publicados pelos portais Globoesporte.com e Dibradoras. Nossa pretensão foi de descrever e interpretar como cada portal produziu representações sobre esta temática a partir das notícias veiculadas. O objetivo desta pesquisa foi compreender os enquadramentos jornalísticos da Copa do Mundo de Futebol Feminino FIFA 2019 nos portais Globoesporte.com e Dibradoras. Em específico, foram observados os enquadramentos primários e secundários das notícias; as dimensões do esporte selecionadas, enfatizadas e excluídas da cobertura; se as notícias foram enquadradas episódicas ou tematicamente; a autoria das notícias e as fontes de informação. Um total de 278 notícias foram produzidas durante o período do evento (7 de junho a 7 de julho de 2019), sendo 233 no Globoesporte.com e 45 no Dibradoras. Pensando na multidimensionalidade do esporte, verificamos que ambos os portais priorizaram algumas dimensões do esporte e sub-representaram outras, diversificando pouco sua cobertura. No portal Globoesporte.com observamos a predominância de notícias com enquadramento episódico e enfoque na dimensão da técnica esportiva (elementos do jogo), ou seja, esse dado nos mostra a preocupação comercial desse portal, realizando uma cobertura superficial com características do infotenimento para atrair o público. Já o portal Dibradoras apresentou cobertura mais equilibrada, e, embora também tenha apresentado enquadramentos episódicos, contou com maior número percentual de notícias com enquadramento temático, ou seja, que ampliaram e contextualizaram o futebol de mulheres durante o evento em análise. Outro dado interessante é que as mulheres foram predominantes na autoria das notícias em ambos os portais. Além disso, observamos também o predomínio de mulheres como fonte de entrevistas em ambos os portais - e a utilização de atletas como principal tipo fonte de entrevista. Esses dados são um avanço importante pois mostra as mulheres ocupando espaços significativos na Copa e isso serve de inspiração e representatividade para o público que acompanhou o evento.

Endereço: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/220544

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