Influência do Treinamento Físico Militar na Aptidão Física e na Composição Corporal de Jovens Militares da Escola Preparatória de Cadetes do Exército

Por: Mauro Alexandre Páscoa.

2020 00/00/0000

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Resumo

Introdução: Os estudos na literatura com militares apresentaram resultados distintos sobre os efeitos do treinamento físico em variáveis de aptidão física e composição corporal. Faltam dados sobre as avaliações após os treinamentos quanto as possíveis alterações de composição corporal e as capacidades físicas. Objetivo: Verificar as alterações na composição corporal e aptidão física após o programa de treinamento militar em cadetes do Exército Brasileiro. Métodos: Participaram do estudo 599 cadetes masculinos (19,0±1,1 anos) antes e após 31,4±3,9 semanas, em dois grupos: treinamento militar tradicional (Básico) (n=356) e treinamento esportivo militar (Atletas) (n=243). A composição corporal foi determinada pela antropometria [estatura; massa corporal e índice de massa corporal (IMC)] e pela absorciometria por dupla emissão de raio X [(conteúdo mineral ósseo (CMO), massa gorda, percentual de massa gorda (%MG), tecido mole magro (TMM) e massa isenta de gordura (MIG)]. Os testes físicos avaliados foram: corrida de 3000 m (minutos), flexão do braço em suspensão na barra (repetições), flexão do braço em apoio no solo (repetições), abdominais (repetições) e natação de 50 m (segundos). Todas as variáveis de composição corporal e testes físicos foram avaliadas antes (pré) e após (pós) o período de treinamento. Foram realizadas comparações e correlações do grupo Básico versus Atletas nas diferentes variáveis de composição corporal e testes físicos. Para avaliar diferentes níveis de composição corporal e de desempenho nos testes físicos, o grupo Básico foi dividido em três grupos: inferior (1º quartil), médio (2º e 3º quartis) e superior (4º quartil) com base na avaliação pré-treinamento. Resultados: Na avaliação pré-treinamento, em relação ao grupo Básico, os Atletas apresentaram resultados significativamente melhores em todas as variáveis, exceto no IMC (p=0,071) e no teste abdominal (p=0,762). Com exceção do %MG, os resultados de ambos os grupos (Básico e Atletas) foram significativamente melhores no pós-treinamento em relação ao pré. Observou-se interação significativa dos grupos e dos tempos em todos os testes físicos e na composição corporal avaliada por CMO, TMM e MIG. Em todas as variáveis do grupo Básico, o quartil superior foi significativamente melhor ou maior que o médio; e o médio melhor ou maior que o inferior. No grupo Básico, dividido por quartis, observou-se efeito significativo da interação do tempo (pós versus pré-treinamento) e dos grupos (superior versus médio versus inferior) em todos os testes físicos e na composição corporal, com resultados melhores no grupo inferior. Tanto na avaliação pré-treinamento como na pós-treinamento, as correlações entre a composição corporal e os testes físicos em ambos os grupos (Básico e Atletas), quando presentes, foram de bem fracas a moderadas. Uma comparação entre todos os testes físicos com a corrida no grupo Básico mostrou uma composição mista entre todos os quartis, onde a flexão na barra apresentou maior influência nos resultados do teste da corrida. Conclusão: O programa de treinamento gerou alterações significativas para ambos os grupos (Básico e Atletas). O grupo de Atletas apresentou valores iniciais superiores, mas o grupo Básico apresentou maiores alterações nos testes físicos e na composição corporal, principalmente, no grupo de desempenho inferior

Endereço: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/340728

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