Impactos do Isolamento Social, Provocado Pela Covid-19, Sobre a Capacidade Funcional e Preocupação em Cair de Idosos

Por: Fernando Damasceno de Albuquerque Angelo.

76 páginas. 2021 24/02/2021

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Resumo

A COVID-19 é uma doença caracterizada por um quadro clínico que pode variar entre infecção assintomática à síndrome respiratória grave vem afetando milhões de pessoas em todo o mundo e representa atualmente uma grande ameaça à saúde em uma escala global. A idade avançada tem sido considerada como um dos principais determinantes para os desfechos adversos e complicações que podem levar a morte, e, portanto, justifica a classificação de grupo de risco para a população idosa. O isolamento social tem sido uma das principais medidas de prevenção da COVID-19, sobretudo para a população idosa. É possível que, além dos déficits naturais do envelhecimento, o isolamento social tenha acelerado os declínios dos diferentes componentes da aptidão física e psicológica dos idosos. Assim, o presente estudo teve como objetivo comparar a capacidade funcional e a preocupação em cair de idosos antes e durante o isolamento social provocado pela COVID-19. Foi realizado um estudo observacional de corte longitudinal com 45 idosos (65,6 ± 4,6 anos, 88,8% mulheres). Avaliações da capacidade funcional e preocupação em cair foram conduzidas antes da pandemia do COVID19 e entre 16 e 18 semanas após a implantação das medidas de isolamento social. Foram avaliadas a força muscular (Chair Rise Test), a potência muscular média, mobilidade funcional (Timed up and go), a aptidão muscular funcional (teste sentar e levantar), a flexibilidade de membros superiores (teste de Apley) e inferiores (teste de sentar na cadeira e alcançar) e equilíbrio dinâmico (Escala de Equilíbrio de Berg). Para avaliar a preocupação em cair foi utilizada a Escala de Eficácia de Quedas. Em relação à capacidade funcional, verificou-se um declínio de 14% da força muscular (p<0,001), 7% da potência muscular (p=0,001), 11% de mobilidade funcional (p=0,001), 20% de aptidão muscular funcional (p=0,001) e 60% de flexibilidade de membros superiores (p=0,001) e 33% de inferiores (p=0,003). O equilíbrio dinâmico e preocupação em cair não apresentaram diferenças estatisticamente significantes. Dessa forma, pode-se concluir que o isolamento social provocado pela COVID-19 impactou negativamente os aspectos relacionados à capacidade funcional dos idosos. Portanto, intervenções com exercícios devem ser priorizadas para minimizar o declínio funcional em idosos na condição de isolamento social

Endereço: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/40099

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