Fatores Relacionados à Capacidade Funcional e Controle Glicêmico Como Preditores da Qualidade de Vida Relacionada à Saúde em Indivíduos com Diabetes Tipo 2 Numa Cidade do Norte do Brasil

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127 páginas. 2021 23/07/2021

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Resumo

Introdução: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) afeta a saúde, relações sociais, aptidão física e funcional e qualidade de vida. O objetivo deste estudo foi verificar se variáveis relacionadas à capacidade funcional e controle glicêmico são preditores da qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) de pacientes com DM2 da cidade de Tocantinópolis (TO). Métodos: Este é um estudo transversal e preditivo. A amostra foi selecionada por conveniência. Participaram da amostra pessoas com DM2, do sexo masculino e feminino, acima de 40 anos de idade o que correspondeu a 16% da população de pessoas com DM2 e hipertensão atendidos pelo SUS na cidade de Tocantinópolis, Tocantins, Brasil. Todos responderam a um questionário contendo informações sociodemográficas, características do diabetes (tempo de diagnóstico e complicações crônicas), prática de atividade física, uso de cigarro e/ou álcool, qualidade do sono e saúde e um questionário de QVRS próprio para o DM2 (DQOL). Adicionalmente, foram realizados testes relacionados à capacidade funcional (preensão manual com dinamômetro, sentar e levantar, caminhada de seis minutos) mobilidade (Timed up and go (TUG)) e controle glicêmico (hemoglobina glicada - HbA1c). Para avaliar se variáveis relacionadas à capacidade funcional e controle glicêmico predizem a QVRS foi utilizada a regressão linear múltipla. As análises foram realizadas no programa estatístico R v. 3.6.3; para todas as análises, foi adotado nível de significância para o ajuste das variáveis no modelo em 20%. Resultados: a amostra de respondentes ao questionário foi de 100 pessoas com DM2, uma subamostra de 32 pessoas realizou todos os testes funcionais que foram analisados por regressão linear múltipla. Não ter complicações do DM2 (β = 7,9; p = 0,197) e ter mais força de membros superiores (β = 2,5; p = 0,074) e inferiores (β = 0,360; p = 0,2) foram associados ao domínio Satisfação com o tratamento do DM2. Força de membros inferiores (β = 2,104; p = 0,094) foi associado a um diminuição na percepção do Impacto na QVRS. Flexibilidade também foi associada ao domínio de Preocuções sociais/vocacionais. Ter mais Força de membros inferiores (β = 1,932; p = 0,067) e flexibilidade (β = 0,318; p = 0,142) foi associada a uma melhor QVRS em geral. A HbA1c foi inversamente associada à QVRS geral (β = -1,307; p = 0,198), à maior percepção de Impacto da doença (β = -2,109; p = 0,070) e à pior percepção de Preocupações sociais/vocacionais (β = -0,955; p = 0,138). Conclusão:o modelo preditivo com as variáveis não ter complicações, força de membros superiores e inferiores predisse em 12% a satisfação com o tratamento em pessoas com DM2. Hemoglobina glicada e força de membros inferiores prediz 14% da percepção do impacto do DM2. O domínio preocupações sociais/vocacionais teve um poder de predição menor (0,125%) influenciado pelas variáveis flexibilidade e hemoglobina glicada. Por fim, 12,5% da QVRS geral é predita pela força de membros inferiores, flexibilidade e hemoglobina glicada.

Endereço: https://repositorio.unb.br/handle/10482/43043

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