Comparação Entre os Efeitos Agudos do Método Pilates Solo e do Método Pilates Aparelho na Pressão Arterial e na Variabilidade da Frequência Cardíaca de Mulheres Hipertensas

Por: Raphael da Silva dos Santos.

101 páginas. 2020 04/05/2020

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Resumo

INTRODUÇÃO: A hipertensão arterial (HA) é um grave problema de saúde que acomete milhões de brasileiros e fator de risco ao desenvolvimento de outras doenças cardiovasculares. O exercício físico associa-se a reduções na pressão arterial (PA) de hipertensos, sendo o exercício aeróbio de moderada intensidade o tipo mais estudado e comprovadamente colabora na redução dos níveis de PA. O treinamento resistido (TR) é recomendado como complemento ao treinamento aeróbio, porém ainda não há consenso sobre benefícios nos parâmetros hemodinâmicos e autonômicos à população hipertensa, quando praticado isoladamente. O método Pilates (MP) é um tipo de treinamento resistido e, embora haja estudos que comprovem seus efeitos benéficos em doenças musculoesqueléticas e na aptidão física, pouco se sabe sobre sua influência na PA em hipertensos. OBJETIVOS: Avaliar e comparar os efeitos agudos do Pilates solo e aparelho na PA e a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) de mulheres hipertensas e controladas nas variáveis: PA clínica sistólica, diastólica e média de repouso e imediatamente após a sessão; PA ambulatorial de 24 horas, no período de vigília e sono; frequência cardíaca (FC); Duplo produto (DP); VFC nas variáveis de domínio do tempo e da frequência; MÉTODOS: 16 mulheres sedentárias com a HA controlada submetidas a uma sessão de Pilates aparelho, uma de Pilates solo e uma controle. As sessões foram realizadas randomicamente, com uma semana de intervalo. O protocolo de exercício foi escolhido baseado no repertório básico do MP de modo semelhantes no padrão motor e intensidade em ambas as sessões. A PA e FC foi avaliada de forma clínica, antes e imediatamente após cada sessão e, de forma ambulatorial, durante as 24 horas após as sessões. O traçado de ECG foi coletado após a mensuração da PA de forma clínica, por 15 minutos. As sessões duraram 50 minutos. Intensidade e FC foram estimadas durante o exercício por meio da percepção subjetiva de esforço (PSE). RESULTADOS: Ao analisarmos a PA sistólica, diastólica e média no período de 24 horas, observamos um comportamento de Hipotensão Pós Exercício (HPE), que em alguns momentos foi maior do que na sessão controle. Porém, tais diferenças não foram estatisticamente significantes. As variações da VFC não apresentaram diferenças entre sessões. CONCLUSÃO: Após análise estatística, não pudemos constatar HPE e mudanças no padrão da VFC. Contudo, observamos tendências fisiologicamente relevantes no comportamento da HPE nas horas subsequentes às sessões de intervenção, assim como indícios do aumento da atividade parassimpática na sessão de Pilates solo.

Endereço: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.xhtml?popup=true&id_trabalho=10393572

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