Análise Documental dos Pecs de Educação Olímpica Certificados Pelo Comitê Brasileiro Pierre de Coubertin

Por: , Leonardo Perovano Camargo e .

Anais do Fórum de Estudos Olímpicos 2021 e III Simpósio Latino-americano Pierre de Coubertin.

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Resumo

P artindo do princípio da existência de uma influência mútua entre as manifestações esportivas e os valores que as sociedades carregam, tem-se que o esporte, enquanto fenômeno socializador, porta alguma concepção de valor. Isto permite pensar a legitimação histórica das práticas esportivas enquanto metalinguagens axiológicas. Os temas educacionais do olimpismo são a alegria do esforço; o jogo limpo; o respeito pelos outros; a busca pela excelência; e o equilíbrio entre corpo, vontade e mente. Esses valores podem ser ensinados a partir da educação formal (escolar), educação informal (o ambiente onde se vive) ou ainda, na educação não formal (iniciativas não-escolares de ensino). A experiência mostra que de forma geral, programas de educação olímpica podem ser classificados como “educação não formal” (atividades educativas com algum grau de intencionalidade e sistematização, não regidas pelas leis da educação nacional). No Brasil, os programas de educação olímpica certificados pelo Comitê Brasileiro Pierre de Coubertin - Estação Conhecimento (EC) – núcleo Cidade Continental, em Serra/ES – e a Fundação Tênis (FT) – seis núcleos em SP e oito núcleos em RS - podem ser classificados como iniciativas de educação não formal. Porém ainda não temos conhecimento suficiente sobre estes programas. Assim, este trabalho teve por objetivo identificar, descrever e analisar suas categorias teóricas. O método adotado foi o da pesquisa documental. Além dos documentos digitais escolhidos (sites oficiais e postagens em redes sociais relacionadas), recolheu-se como “documentos físicos tradicionais” o Projeto Final Aprovado, as Ações para o Comitê Brasileiro Pierre de Coubertin, e a Proposta Pedagógica de Esporte da Estação Conhecimento e o Estatuto da Fundação Tênis. Os dados foram analisados a partir das categorias de inclusão social sistematizadas por Richard Bailey e da tipologia de projetos sociais esportivos descrita por Geoff Nichols. A partir das análises feitas nos documentos, classifica-se, em relação à tipologia de nível de risco dos participantes, como “secundária”, pois os dois projetos trabalham com crianças e adolescentes em situações consideradas vulneráveis. Pode-se classificar o mecanismo de ação dos projetos, a partir do relatado em seus documentos, como o de “desenvolvimento pró-social”. No entanto, apesar dos objetivos e metas proclamados, não se percebeu formas de avaliação dos componentes da inclusão social ou sobre os temas da educação olímpica.

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