Análise da Equipe de Basquete a Partir do Tratamento Integrado de Variáveis Cinemáticas Associadas à Demanda de Esforço dos Jogadores.

Por: Anderson Calderani Junior.

2021 29/04/2021

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Resumo

Introdução: A quantificação da demanda de esforços durante a atividade competitiva é um dos focos mais adotados por pesquisadores e membros das comissões técnicas nos últimos anos. Nesse sentido, quantificar ações de baixa, média e alta intensidade viabiliza a obtenção de informações a respeito da variação de carga durante o jogo. Sendo o basquetebol uma modalidade que exige dos jogadores a execução de múltiplas acelerações e que estas acontecem de maneira mais significativa em certas situações de jogo, é provável que estas exigências possam influenciar a eficiência da execução de movimentações táticas e, consequentemente, a eficácia nas finalizações. Objetivo: Propor tratamentos integrados de análise de variáveis cinemáticas, visando caracterizar a demanda de esforços da equipe. Métodos: Amostra de 6 jogos de atletas masculinos de basquetebol do Novo Basquete Brasil (NBB), filmadas durante toda a partida com quatro câmeras digitais JVC (modelo GZHD10, 30Hz). Utilização do sistema de 16 pontos de referência via software DVideo para a calibração das câmeras, medições e reconstruções 2D das coordenadas dos jogadores na quadra, com processo de rastreamento através da medição da coordenada de tela em cada frame de cada sequência de imagens por medição manual. Foi realizado o cálculo de velocidade instantânea para a determinação da intensidade de esforço do atleta durante o jogo. A distância percorrida pelo jogador foi calculada a partir da soma das distancias percorrida pelo jogador a cada mudança de frame no vídeo. A aceleração foi obtida por derivada da velocidade. A quantificação dos indicadores técnicos foi realizada no sistema DVideo, no modo Skout. Resultados: Para atacantes ataques sem 1x1, as diferenças entre velocidades se deram entre a finalização errada (10,3 ± 4,2 m/s) e turnovers (8,6 ± 2,0 m/s). Para defensores, os turnovers (7,1 ± 1,9 m/s) se diferenciaram em relação as finalizações erradas e certas. Para as situações com 1x1 não se apresentam diferença significativa, com exceção da aceleração dos atacantes nas finalizações certas (4,7 ± 0,9 m/s²), maior do que turnovers (4,4 ± 0,8 m/s²), e a aceleração relativa, com médias maiores nos ataques com finalizações certas (0,9 ± 0,8 m/s²) do que erradas (0,9 ± 0,8 m/s²) e turnover (0,5 ± 0,4 m/s²). Nos contra-ataques, destacam-se as médias da distância percorrida, da equipe atacante nas finalizações erradas, maior do que os turnovers (105,4 ± 12,8 m vs 73,1 ± 33,3 m) e médias dos defensores, significantemente maiores tanto nas finalizações certas (92,1 ± 18,1 m) quanto erradas (95,4 ± 11,7 m) em comparação aos turnovers (69,8 ± 28,6). Conclusão: As variáveis cinemáticas de equipe são sistematicamente maiores para os atacantes e permanecem na maior parte do tempo dos ataques posicionados, devido à condição tática de estar longe da cesta e de realizar movimentações para desvencilhar da marcação tanto em situações de ataque posicionado quanto contra-ataque. A mesma característica geral também pode ser vista para a norma de Frobenius, dadas as maiores médias encontradas também para os atacantes.

Endereço: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/listaTrabalhoConclusao.xhtml;jsessionid=ftg95lFT6VDcc7PI0QnPGtBg.sucupira-213

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