Adiamento dos Jogos Paralímpicos de Tóquio e Impactos da Pandemia da Covid-19 em Atletas Paralímpicos Brasileiros

Por: Nancy Edith Pinilla Cortes.

Anais do Fórum de Estudos Olímpicos 2021 e III Simpósio Latino-americano Pierre de Coubertin.

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Resumo

E ste estudo apresenta a forma como os atletas paralímpicos brasileiros administraram a situação do adiamento da realização dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 devido à pandemia de Covid-19, assim como as implicações sobre as estratégias de mediação e de adaptação da rotina de treinamentos. Foram distinguidas duas subcategorias. A primeira relaciona os sentimentos gerados pelo adiamento dos Jogos Paralímpicos. As falas dos entrevistados são um misto de aceitação, revolta, insegurança, medo, desinformação, preocupação financeira e adaptação, a espera por um novo calendário e o isolamento. Para alguns paratletas, o impacto foi negativo e, para outros, o impacto veio até a ajudar, transformando-se em um ciclo olímpico com mais tempo. A incerteza foi o sentimento expresso em consonância. Os paratletas refletiram sobre os períodos de treinamento, os desgastes nas últimas competições enfrentadas, os índices conquistados e a conquistar, a incerteza da preparação específica para a paraolimpíada, a falta de calendário de competições, a situação dos principais adversários e a pandemia em seus países de origem, os novos protocolos no Japão. A segunda subcategoria fala da adaptação dos treinamentos, a aquisição de materiais e a decisão de ficar em casa ou voltar para os familiares. Após a paralisação dos treinos, os atletas conduziram diferentes estratégias para continuar treinando e, assim, evitar uma situação de destreino total. Aconteceu a adaptação às rotinas de treinos em confinamento domiciliar, levando os atletas a decidirem entre ficar nas grandes cidades em que treinam ou voltar para suas famílias em suas cidades de origem. O treinamento no próprio domicílio dos atletas trouxe dificuldades. Os contratempos das formulações das adaptações por parte dos treinadores, e os treinamentos se restringirem a pontos e a implementação no novo espaço. Apresentou-se também a falta de motivação para treinar continuamente em casa assim como o aparecimento de lesões e problemas de saúde mental pela ausência das atividades competitivas, e pela indefinição do calendário de provas. A adaptação dos treinos exigiria a compra de materiais: ainda que essa compra seja percebida como investimento, é uma despesa que o atleta não previa originalmente e que retirou de sua própria remuneração. O estudo permitiu dar oportunidade para os paratletas relatarem esses momentos, que evidenciam implicações para a qualidade de vida no esporte como trabalho. 

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