Ação Isométrica no Joelho Contralateral Durante Teste Isocinético Para o Joelho Ipsilateral

Por: Marilena Bezerra Martins.

49 páginas. 2020 10/03/2020

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Resumo

O pico de torque isocinético tem sido amplamente utilizado nas avaliações clínica, desportiva e na pesquisa. Por outro lado, o isolamento de um grupamento muscular para gerar torque é complexo, uma vez que articulações adjacentes auxiliam no torque mensurado. O objetivo deste estudo foi mensurar o torque isocinético e a atividade muscular do vasto lateral (VL) e bíceps femoral (BF) do lado direito (ipsilateral), e medir tais variáveis do lado esquerdo (contralateral), durante ação isométrica para investigar se o membro contralateral influencia no torque ipsilateral. Dezenove indivíduos, com idades 24,53 ± 3,73 anos, peso 81,79 ± 11,44 e altura 1.78 ± 0,05, realizaram testes isométricos máximos (CVM) para extensores (EXT) e flexores (FLE) do joelho esquerdo, sincronizado com a medição do sinal eletromiográfico (EMG) do VL e BF. Os próprios também foram avaliados em um teste isocinético com o lado direito, e tiveram também registrados o EMG desses músculos em ambos os lados, com o membro esquerdo apoiado (CA) e não apoiado (SA) no equipamento isocinético que registrava o torque do lado esquerdo. Os dados de EMG e torque medidos no lado esquerdo foram normatizados em relação aos respectivos valores obtidos no teste de CVM. Foram comparados os PT, a razão H/Q e o EMG obtidos nos testes SA e foram comparados aos CA. No teste EXT, doze indivíduos produziram torque contralateral extensor e sete indivíduos, flexor. Adicionalmente, os resultados dos SEMG médios normalizados foram fortemente correlacionados aos dos torques obtidos e normalizados em relação ao torque isométrico máximo (r = 0,897; p < 0,001). Já na produção de torque flexor, todos os indivíduos produziram torque contralateral extensor e, também, os resultados dos SEMG médios do VL normalizados foram fortemente correlacionados aos dos torques normalizados em relação ao torque isométrico máximo (r = 0,820; p < 0,001). Não houve diferença significativa ao se comparar os picos de torque CA e SA contralateral, tanto para os extensores (p = 0,306), quanto para os flexores (p = 0,941). Porém, as atividades EMG foram mais intensas nos testes CA que SA (p < 0,05). Os valores médios (desvio padrão) da razão H/Q sem apoio foi de 60,6% (6,8) e com apoio de 61,9% (8,4), e não houve diferença significativa entre ambas (p = 0,453). No lado contralateral, o VL e o BF apresentaram maior atividade CA do que SA durante a extensão ipsilateral, e, durante a flexão, o VL apresentou maior atividade CA. Esses achados sugerem ser irrelevante utilizar-se ou não apoio para o membro contralateral na realização de testes isocinéticos.

Endereço: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.xhtml?popup=true&id_trabalho=9761012

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