Abordagens Não Farmacológicas na Hipertensão Resistente: Um Estudo Sobre Exercício e Estimulação Transcraniana Por Corrente Contínua

Por: Eliézer Guimarães Moura.

2021 25/02/2021

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Resumo

A pressão arterial (PA) é regulada constantemente através de diversos mecanismos que a regulam no curto e no longo prazo. Alterações no funcionamento ou nas estruturas que a regulam podem promover o seu aumento sustentado, levando ao surgimento da hipertensão arterial (HA), o que pode ser o agente ocasionador ou o resultado da rigidez arterial. Atualmente, diversos são os medicamentos que se têm desenvolvido com o intuito de se controlar a PA e o aumento da prevalência da HA. Dentro da população hipertensa há uma população que mesmo fazendo uso de 3 ou mais classes de medicamentos anti-hipertensivos em dosagens máximas toleráveis, dentre eles, obrigatoriamente um diurético, não tem os seus valores pressóricos reduzidos aos valores recomendados. No entanto, os efeitos colaterais da ingesta constante desses medicamentos, seja de pequena e grande magnitude são descritos na literatura, e terapias não medicamentosas devem ser estudadas. Para isso, testamos algumas estratégias não farmacológicas, tais como a prática de exercícios físicos aeróbios e a utilização de uma ferramenta que tem sido amplamente utilizada para fins terapêuticos: a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC). Para a aplicação dessas estratégias, participaram dos estudos desta tese, voluntários com idade de 65 ± 7 anos de ambos os sexos, portadores de HAR, sedentários, que foram randomizados e cruzados nas intervenções. No primeiro estudo, a ETCC foi aplicada por apenas uma sessão associada ao exercício aeróbio em cicloergômetro por 40’ a 40-60% da frequência cardíaca de reserva. No segundo estudo, a ETCC foi aplicada tanto por uma sessão sem exercício, quanto por 10 sessões sem exercícios. Em ambos se avaliou a PA clínica, de 24 horas pela MAPA, e a momento-a-momento através da fotopletismografia, técnica também foi utilizada para se avaliar a sensibilidade barorreflexa. Medidas de rigidez arterial também foram realizadas, bem como a dosagem de marcadores anti e pró-inflamatórios pelo método Elisa. Como resultados do estudo 1, verificou-se que a associação da ETCC ao exercício aeróbio promoveu benefícios hemodinâmicos centrais, na modulação autonômica cardíaca e periférica, os quais podem ter ocasionado reduções nos valores pressóricos avaliados pela MAPA (PA sistólica, diastólica e média, quando os indivíduos estavam acordados. Essa associação também promoveu reduções nos valores de cortisol e noradrenalina e aumento dos valores de IL-10. E no estudo 2, uma única sessão da ETCC sem exercício foi capaz de promover melhorias no sistema nervoso autônomo, PA central, em parâmetros de rigidez arterial, nos valores de cortisol e níveis de IL-10. Já, após 10 sessões de ETCC não alteraram os valores de PA clínica e da MAPA, mas reduziram os valores de PA central e promoveram melhorias nos parâmetros de rigidez arterial, modulação autonômica, e nas concentrações de IL-10 e cortisol. Portanto, concluímos com estes estudos que uma única sessão de ETCC parece promover benefícios hemodinâmicos, autonômicos e humorais para portadores de hipertensão arterial, no entanto, o seu uso por 10 sessões parece não alterar os valores da PA clínica e da MAPA, no entanto, conservando as alterações positivas nos parâmetros de rigidez arterial, modulação autonômica e humoral.

Endereço: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.xhtml?popup=true&id_trabalho=10629514

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