A Ergastenia Escolar e Suas Causas. o Treinamento e o Empirismo na Educação Física

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Da Educação Física.

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Resumo

A ergastenia escolar ou o esgotamento emocional (nervous exhaustion), que se objetiva no debilitamento das faculdades intelectivas, na nímia acessibilidade à fadiga mensurável pelos processos de Griesbach e Vannod, e, enfim, no pauperismo muscular, de que nos podem dar testemunho as observações experimentais pelo ergógrafo de Mosso, constitui o primeiro ato deste drama étnico-educativo, cujo enredo, desenrolado a princípio na vida escolar, quando não acabe tristemente nas prisões ou nos hospitais, perpetua-se à surdina com o abastardamento da raça e a invalidação para o trabalho. O problema não é de hoje; as queixas, longe de serem novas, remontam "aos últimos tempos da Grécia, onde já se engrossava um conjunto certo de conhecimentos que deviam assimilar os filhos das altas classes", para se agravarem em 1830 na Alemanha, onde, como na França, depois de um intervalo de alguns anos, voltaram à baila insistentemente nos anos que se seguiram à guerra franco-prussiana. Se o mal, como se vê, não é endêmico ou, por outra, privativo de nosso país, o perigo é incontestável que se caracteriza pelos mais graves sintomas, sobretudo entre nós, onde temos, a lhe agravarem as conseqüências, não sòmente a temperatura de nossas zonas cálidas, em que, "como numa pira, tôda a energia se consome e se volatiza", e prolongada durante todo o ano sem os estimulantes do inverno, como também a fraqueza, que nos vem de pais depauperados e continua a acentuar-se em filhos subnutridos, entregues à sua própria sorte nas zonas rurais e expostos a tôda espécie de perigos nas aglomerações urbanas. 

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